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Moedas Digitais João Mota

Os 7 maiores roubos de moedas digitais da história

Os 7 maiores roubos de moedas digitais da história

Para lhe conscientizar da necessidade de guardar os bitcoins em segurança, vou falar agora sobre grandes roubos de moedas digitais. A tecnologia blockchain é muito segura, mas muito usuários não tomam os cuidados necessários e se tornam vulneráveis a fraudes.

Claro que a culpa não recai somente sobre os usuários. Grande parte dos roubos é decorrente de falhas de segurança nos sistema que armazenam as moedas digitais.

Vou te falar de 7 grandes roubos de moedas digitais da história.

 

Leia Também: Como guardar os bitcoins

 

MtGox – Roubo de moedas digitais no total de US$ 473 milhões

 

O maior roubo de bitcoins ocorreu na exchange MtGox, em março de 2014. O roubo de US$ 473 milhões aconteceu aos poucos, durante vários anos.

Ela era uma das maiores corretoras de moedas digitais. Mais de 70% das transações mundiais em bitcoin ocorriam na MtGox. No entanto, o CEO (principal executivo) da empresa, além de falhas na segurança, facilitaram para que hackers conseguissem roubar os bitcoins sem serem notados, durante anos.

Mark Karpeles, aparentemente não levava a sério a MtGox. Falhas no software (programa de computador) deixaram brechas que facilitaram as invasões.

Leia a notícia na revista Istoé : Ex-CEO da MtGox será julgado por Bitcoins desaparecidos no Japão

 

Bitstamp – Roubo de US$ 5.1 Milhões

 

Em Janeiro de 2015, a Bitstamp sofreu um ataque de hackers na sua carteira de armazenamento de bitcoins. 19.000 bitcoins foram roubados pelos hackers. Na época valiam uns US$ 5 milhões.

Essa noticia fez o preço do bitcoin cair muito. Eles guardavam a maior parte das moedas em carteiras frias (off-line), mais seguras. Tinham mais de 180 mil bitcoins protegidos assim. Mas as pessoas se assustam quando esse tipo de situação acontece.

Qual foi a falha deles? Investigações revelaram que muitos funcionários da Bitstamp foram vítimas de hackers que enviaram arquivos maliciosos (malware) para infectar os computadores e permitir a invasão. O administrador de sistemas Luka Kodric baixou um arquivo nocivo que terminou comprometendo toda a segurança do sistema.

 

 

Decentralized Autonomous Organization (DAO) – Roubo de US$ 50 Milhões

 

O Ethereum é um concorrente do Bitcoin. Foi fundado em Janeiro de 2014 pelo russo Vitalik Buterin. Tem o mesmo objetivo de ser uma moeda com autonomia, sem controle de um governo central. Na verdade, o Ethereum quer ser mais amplo e levar a tecnologia para tudo que possa ser programado. A moeda do Ethereum chama-se ether.

A DAO era uma organização autônoma descentralizada digital que utilizava a blockchain do Ethereum. A meta deles era criar uma empresa onde os investidores tomariam as decisões através de contratos inteligentes, sem intervenção humana. As regras seriam codificadas por humanos, mas toda a execução seria feita por protocolos de computador.

 

Leia mais sobre o blockchain em: O que é bitcoin?

 

O lançamento da DAO ocorreu em 30 de abril de 2016 e foi um grande sucesso. Conseguiu arrecadar em 28 dias, mais de US$ 150 milhões tendo 11 mil participantes.

Onde ocorreu o problema? Existia uma falha de segurança no código da DAO, e no dia 17 de junho de 2016, um grupo de hackers conseguiu explorar isso e desviar 3,6 milhões de ether do DAO. No final ele conseguiu acumular US$ 50 milhões.

Felizmente, a Fundação Ethereum conseguiu reverter a situação. Forçaram a blockchain da Ethereum a transferir todo o ether da conta dos hackers para um novo endereço. E distribuíram os valores de volta aos participantes originais. Porém, isso resultou na queda acentuada no preço da moeda.

Esse processo de transferência é chamado de hard fork. Fork significa bifurcação, separação em duas partes. Nesse caso, a bifurcação do Ethereum gerou uma moeda nova Ethereum (ETH). Quem permaneceu no blockchain original passou a ser chamado de Ethereum Classic (ETC).

Segundo o site https://coinmarketcap.com/ o ETC é a 10ª moeda digital em valores acumulados com US$ 2 bilhões, enquanto o ETH está em 2º lugar com US$ 44 milhões.

 

Bitfinex – Roubo de US$ 72 milhões

 

A Bitfinex, exchange que é líder global na troca de moedas digitais anunciou em 2 de agosto de 2016 que houve uma quebra na sua segurança e suspendeu todas as transações com bitcoin temporariamente até que as falhas fossem regularizadas.

Esse foi o 2º maior roubo de bitcoin da história. Hakcers desviaram 120 mil bitcoins. Na época isso valia US$ 72 milhões.

Qual foi a falha? A Bitfinex utiliza carteira de multi assinatura para armazenar as moedas dos clientes. Esse tipo de carteira possui maior segurança pois, para que um pagamento seja feito, todos os proprietários tem que concordar. Nesse sistema, a Bitfinex armazenava duas chaves e, outra empresa, o BitGo, armazenaria outra chave.

A BitGo era uma camada adicional de segurança. Por isso eles reduziram o uso de carteiras frias (hardware) e aumentaram as carteiras quentes. Os hackers descobriram uma brecha na segurança, conseguiram acesso a carteira da Bitfinex e a BitGo autorizou as retiradas.

Na verdade até hoje não se sabe como a BitGo confirmou as transações.

CoinDash – Roubo de US$ 7 milhões

 

A ICO (oferta inicial de moedas) da CoinDash, empresa israelense, conseguiu arrecadar US$ 7,53 milhões em Julho de 2017. Porém um hacker conseguiu alterar o endereço Ethereum que era usado para os investidores enviarem seus Ether para receberem tokens da CoinDash. Os tokens são “ativos digitais”, parecidos com títulos financeiros, ações de uma empresa. Possuir um token é uma prova de que alguém financia um determinado projeto.

Falha na segurança: O hacker mudou o endereço Ethereum de uma forma que o site da CoinDash mostraria o endereço falso de uma forma intermitente, ou seja, hora sim, hora não. Com isso, a CoinDash continuou recebendo fundos, em volume menor. Mas o problema não foi percebido imediatamente, o que permitiu o hacker roubar 10.000 ether (US$ 7 milhões).

Para surpresa de todos, em Setembro de 2017 o hacker devolveu os 10.000 ether, sem nenhuma exigência. O que talvez fez ele se arrepender é que não é tão fácil trocar grandes quantidades de moedas digitais por moeda flat (dinheiro real). Chamaria a atenção da exchange.

 

Parity – Roubo de US$ 32 milhões

 

Também no mês de Julho de 2017, a carteira Parity Multisig Wallet, criada por Gavin Wood, outro fundador do Ethereum. A carteira é multi assunatura. O hacker roubou os ether de três empresa: Edgeless Casino, Swarm City e Aeternity.

O problema foi uma falha de segurança no código da carteira digital. Foram roubados um total de 153.037 ether, o que equivalia a US$ 32 milhões.

 

Enigma – Roubo de US$ 500 mil

 

No mês de agosto de 2017 a Enigma lançou sua ICO.  Fundada por um grupo de graduados do MIT, conseguiu criar uma comunidade com 9.000 usuários.

A estratégia do hacker foi diferente da utilizada no ataque à CoinDash. Roubaram o e-mail e a senha do fundador. Com isso eles passaram a controlar o site e o formulário de pré-venda.

A falha se deu por que o fundador, Guy Zyskind, teve sua senha roubada em outro incidente e simplesmente não alterou a mesma.

Os hackers enviaram e-mails para os 9.000 usuários. Mudaram o site com o endereço bitcoin (BTC) e ethereum (ETH). Os usuários enviavam os ether para o endereço falso. Foram roubados 1.492 ether, cerca de US$ 500 mil dólares.

 

 

Conclusão sobre os maiores roubos de moedas digitais

 

Nesse artigo vimos 7 dos maiores roubos de moedas digitais da história. Você percebeu que existem falhas de segurança, desde código mal escrito até esquecimento de alterar uma senha de e-mail que foi roubada. O descuido é o grande inimigo das moedas digitais.

Além disso, vimos que as ICOs podem se tornar grandes armadilhas para os investidores.

Portanto, tenha cuidado com suas moedas digitais. Escolha um meio de armazenamento seguro.

Não deixe suas moedas digitais guardadas numa exchange. Mas lembre-se do custo de sacar os bitcoins na exchange. Se você tiver um valor pequeno pode ser que o custo não permita. Nesse caso é melhor aguardar possuir um valor maior, principalmente após uma valorização, para que o custo seja coberto.

 

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Sobre o autor | Website

Sou formado em Análise de Sistemas. Trabalho há 15 anos no mercado financeiro com experiência em administração de investimentos.Possuo Certificação Profissional Avançada em Investimentos ANBIMA CPA-20.

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